Vem no Público a notícia mais surpreendente dos últimos dias: PS do Seixal contesta presença das FARC na Festa do Avante. Incrível como podem contestar tal coisa! Como é possível não querer receber elementos dessa organização revolucionária que tanto tem lutado pela liberdade dos colombianos!? Desses valentes e heróicos combatentes que dão a vida para defender os valores marxistas- leninistas de igualdade e justiça!? Os mesmos valores que tão bons resultados deram pelo mundo todo, ao longo da história do século XX!! É incrível, simplesmente incrível! Ainda por cima num país, onde é evidente a mão do grande império do mal: os EUA, que apoiam o governo na luta contra a maior exportação do país - a droga!
O facto de a Colômbia ter eleições livres e democráticas não interessa! O importante são os valores marxistas-leninistas que o PCP também defende, e que são os únicos que levam à prosperidade e libertação dos povos contra a exploração, nem que para isso seja necessário matar, eliminar adversários, raptar, ameaçar, e viver da venda da droga! Viva la Revolucion! Hasta la muerte!
Temos o regime fiscal de que o País precisa?
O problema que temos é que o Estado gasta dinheiro a mais e mal gasto. Enquanto uma companhia está sujeita à concorrência e tem de melhorar constantemente a sua operação para não aumentar os preços, ninguém controla o Estado, que gasta mal e aumenta os impostos.
Assim, o que estes dados revelam é que na última década vimos a nossa competitividade fiscal decrescer de uma forma bastante significativa. Isto é, tornámo-nos menos atractivos. Ora, se é certo que a carga fiscal é só uma variável entre muitas para a competitividade das empresas e para a atracção do investimento estrangeiro, também não deixa de ser significativo que os últimos anos não têm ajudado. Pelo menos a nível da carga fiscal.
É verdade que Portugal não tem das fiscalidades mais elevadas na UE. No entanto, se não controlarmos o apetite voraz do Estado e se continuarmos a ceder à tentação de aumentar as receitas fiscais para cobrir o défice orçamental, facilmente chegaremos a uma situação em que a carga fiscal portuguesa será verdadeiramente desvantajosa para as empresas nacionais e/ou que pretendam sediar-se em Portugal.
O civismo no seu máximo. “Está alguém no chão, parece estar mal. Alguém já deve ter ligado para o 115. Tenho que ir senão chego atrasado”. Este é o filme do momento em que todos pensarmos assim.
O treinador que o Mourinho gozava que tinha pouco trabalho e uma vida regalada com jogos apenas de tempos em tempos, é justamente o que foi contratado para o substituir no Chelsea. E ainda por cima quer alguns dos jogadores que o Mourinho queria levar para Milão?
O jornal SOL que se gabava de ser diferente dos outros porque não tinha “brindes”, vai lançar uma nova série de livros de histórias para crianças?
O partido comunista cubano admitiu agora que os tectos salariais são injustos, porque os trabalhadores ganham todos o mesmo independentemente de trabalhar muito ou pouco, e, consequentemente a produtividade diminui. Esta era uma medida emblemática do regime, normalmente associada a maior justiça, mas que a história tem demonstrado que traz maus resultados.
Este é um dos problemas das ideologias comunistas, defende-se aquilo que se acredita ser justo e mais equitativo, ao ponto que os seus defensores julgam-se os defensores dos trabalhadores, dos pobres e oprimidos, ao contrário dos que defendem ideologias de centro e direita. No entanto, a história recente da humanidade, mostrou-nos que nos países onde se atacou/a o “patronato”, “as diferenças de classes”, “o capitalismo”, “a exploração da mão-de-obra” e outros slogans típicos dos partidos comunistas só se conseguiu pobreza, miséria, autoritarismo, ditaduras e duas classes sociais: a dos dirigentes ricos e a população pobre e oprimida.
Cuba é um dos últimos bastiões do comunismo. Mesmo a China já abandonou o comunismo na vertente económica, com excelentes resultados a nível do crescimento económico. Agora parece-me que chegou a vez dos cubanos, esta medida é de facto uma grande mudança para a ideologia dominante nos últimos anos. Espero que as reformas avancem e os cubanos possam um dia serem livres, e viverem com melhores condições económicas.
As praxes são coisas estúpidas. Aproveitarem-se da timidez e insegurança inicial dos novos estudantes e obrigá-los a passar por uma série de humilhações é uma aberração, e nunca compreendi como pode ser tolerada pela direcção de uma escola, que sabe que estas praxes acontecem mas que parece também ter medo de enfrentar os sr. drs. que assim se auto-intitulam só porque frequentam o 3º ou 4º ano.
O argumento de facilitar a integração não pode servir para tudo. Existem outras maneiras de receber os colegas novos que não são violentas nem ofensivas. É bom saber que existem mais pessoas que se preocupam com esta “tradição” ridícula, e saber que alguém com capacidade de fazer alguma coisa no ensino superior está disposto a punir os responsáveis das escolas que fecham os olhos a estas praxes violentas.
Para terminar, um artigo engraçado na New Yorker, de onde retiro este excerpto:
(…) when he was selling books on the street. “Once, a couple stopped,” he recalled. “And the man asked his girlfriend, ‘Do you want a book?’ She said, ‘No, I already have a book.”
A notícia e o filme vêm no Público. Se o objectivo era “darem uma lição aos árabes” acho que falharam redondamente. A política do olho por olho, dente por dente, apenas tem conseguido manter um ciclo de violência que torna o conflito israelo-palestiano interminável. Nas mentes daqueles dois jovens palestinianos e de todo o mundo árabe, fica reforçada a tese de que os israelitas são maus, opressores e devem ser combatidos. “Razão têm aqueles que executam atentados contra Israel”, pensarão. Adivinham-se actos de vingança semelhantes e que por sua vez, reforçarão na mente dos israelitas, que estes palestinianos não são de confiança, e quanto mais longe estiverem melhor. E o ciclo da violência continua…
Só espero que tenha tudo sido encenado para o filme, senão não sei o que pensar. No Público:
Um vídeo do duo francês de música electrónica Justice lançou um aceso debate em França sobre a utilização da Internet como veículo de expressão artística. O vídeo da música «Stress» acompanha um grupo de jovens dos subúrbios de Paris desde que saem do seu bairro, provocando distúrbios por onde passam – roubo, assédio, destruição de um café, confrontos com a polícia, carjacking, terminando com a queima de um veículo. O vídeo, realizado por Romain Gravas – filho do realizador Costa-Gravas e co-fundador do colectivo Kourtrajmé –, tem recebido as mais variadas críticas. Se o analista David Abiker considera que «Stress» é uma autêntica obra de arte que evoca filmes como «O Ódio», «Manual de Instruções para Crimes Banais» ou «Laranja Mecânica», o jornal Libération ataca a falta de contextualização, que torna a mensagem ambígua. Os dois músicos já afirmaram que o seu objectivo não é estigmatizar os bairros pobres nem incitar à violência e a editora do grupo garante que a ideia é parodiar a forma como os principais media reportaram as notícias dos motins nos subúrbios de Paris nos últimos anos.
O estudo da GfK foi apresentado em Março em conjunto com outros dados sobre o mercado português de cultura e entretenimento. Esses dados revelam a crescente diversificação e atomização da oferta. Por exemplo: em 2007, foram editados por dia 78 livros, 13 filmes, quatro videojogos.
Relativamente aos hábitos de leitura, Portugal está mais abaixo da média. Segundo o Eurostat, 71 por cento dos europeus leram pelo menos um livro no ano anterior ao inquérito; segundo A Leitura em Portugal, 57 por cento dos portugueses lêem livros (este valor engloba livros técnicos e livros escolares).
Sinceramente, abaixo ou não da média europeia, estes números não me parecem nada maus.
Na Atlantic um interessante artigo sobre a importância das grandes cadeias de livrarias dos EUA, no enriquecimento cultural do país. Fez-me lembrar o que vi em Inglaterra, onde em pequenas localidades rurais existem livrarias com uma qualidade que em Portugal só vemos nas grandes cidades.